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sábado, 15 de outubro de 2011

Amizade Colorida (Friends with Benefits, 2011)

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      No começo desse ano, mais precisamente em março, estreava uma comédia romântica estrelada pela belíssima Natalie Portman e pelo novo Charlie Sheen, Ashton Kutcher, chamada Sexo sem Compromisso. Digo isso, porque ambos filmes possuem o mesmo ponto de partida: é possível ter relações amorosas com uma pessoa sem criar laços afetivos? Porém, enquanto aquele longa era simples e tratava do assunto de forma ingênua, este Amizade Colorida valoriza seus personagens e faz o espectador se importar com eles.

      Dylan é um talentoso diretor de arte que, aproximado por uma headhunter, recebe a tentadora proposta de cuidar de uma grande revista em Nova Iorque. Sem conhecer ninguém na cidade, se torna melhor amigo da moça. Frágeis, eles começam a transar diariamente, alegando que nada crescerá entre eles. Justin Timberlake e Mila Kunis têm química e seguram bem a obra. Entretanto, quem rouba a cena são os veteranos Richard Jenkins, Patricia Clarkson e Woody Harrelson.

      Apesar de ter sido dirigido no automático por Will Gluck, o roteiro feito por seis mãos possui diálogos afiados, momentos originais e personagens surpreendentemente humanos. Há, ainda, ótimas piadas, em sua maioria apontando os inúmeros clichés do gênero, distorcendo alguns e, infelizmente, copiando outros. Mas contando com um bom elenco e ótimas participações, é um sopro de alívio no decadente histórico atual do gênero. E ainda responde bem a pergunta do primeiro parágrafo. Diferente de seu antecessor.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Zelador Animal (Zookeeper, 2011)

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      Hollywood sempre está na busca de reviver antigos gêneros. Muitos já tiveram sua grande época de ouro. Outros apenas abocanharam alguns sucessos e logo sumiram. Se no primeiro grupo podemos citar os musicais, que há tempos não vê algo decente, no segundo temos os longas de animais, que tiveram seus momentos na década de 90, principalmente com os filmes de Eddie Murphy. Surpreendente ou não, as novas obras desse estilo não empolgam mais. E, aqui, temos um exemplo novo na lista.

      Griffin é o zelador de um zoológico que foi recusado um pedido de casamento há cinco anos e nunca se recuperou direito. Com a volta de sua antiga amada, decide correr atrás da garota novamente, dessa vez com a ajuda de seus animais e uma veterinária. Kevin James é um comediante carismático, não tem como negar, mas sua parceira Leslie Bibb é péssima e inexpressiva. Talvez isso tenha contado para a apenas boa Rosario Dawson. E Ken Jeong extrapola mais uma vez na caricatura.

      Dirigido mecanicamente por Frank Coraci, o filme possui personagens que mudam de acordo com o roteiro e animais unidimensionais que sempre tem na manga superficiais e toscas lições de moral para o protagonista. É ainda muito previsível, com uma fotografia equivocada e músicas de fundo deslocadas. Só não seria um desastre total se James não fosse tão cativante, já que é sem graça demais. E pior: é bobo para adultos e difícil para crianças. Ou seja, nem público certo tem.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Contra o Tempo (Source Code, 2011)

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      Uma última tendência de Hollywood tem sido fazer filmes de ação onde os protagonistas agem puramente por amor, se tornando herois para ficar com a pessoa a quem amam, porém não podem por forças maiores e inexplicáveis. Foi assim no recente (e excelente) Os Agentes do Destino, e agora ocorre o mesmo neste também ótimo Contra o Tempo. Infelizmente, ninguém previa que outra tendência seria piorar o longa com um final contraditório e menor, dramaticamente falando.

      Colter Stevens é um soldado que acorda dentro de um trem no corpo de um desconhecido. Após oito minutos, o transporte explode e ele acorda dentro de uma cápsula. Informado que está numa complexa missão, coloca tudo a perder para salvar a linda Christina, enquanto procura achar o responsável pelo acidente. Jake Gyllenhaal retrata muito bem a confusão inicial de seu personagem, e realmente passa a impressão que está se apaixonando por Michelle Monaghan, que possui uma ótima química com o companheiro de cena. Já Vera Farmiga e Jeffrey Wright estão muito bem e não fazem feio.

      Sendo apenas seu segundo trabalho, Duncan Jones demonstra que Lunar não foi apenas acaso, e que tem talento de sobra. Ajudado por um roteiro intrigante e bem amarrado, narra com eficiência a história. A edição é hábil em conduzir o espectador sem confundí-lo e nunca deixar a tensão cair. Entretanto, como já dito, peca por um final medroso, mas com um lindo plano dentro do trem. É outro longa atual que faz o público pensar. Se eles estão abertos a isso, eu já não sei. Contudo, se não estiverem, estão perdendo uma grande oportunidade.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Oscar 2012 - Os pré-candidatos

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      Uma das coisas que eu mais adorei de fazer no meu blog foram as previsões de dois dos maiores prêmios de cinema da atualidade: o Globo de Ouro e o Oscar. E, como meu espaço tá meio caidinho (espero que ninguém tenha se surpreendido com isso), decidi fazer uns rápidos comentários dos filmes desse ano que podem ser indicados a eles, uma tarefa corajosa, uma vez que temos nenhuma ideia ainda de como as coisas podem rolar, e pelo fato da corrida do Oscar mal ter se iniciado.

      Então, o que me motivo a escrever sobre isso tão cedo? A grande quantidade de títulos (bons) esse ano. Sim, pois ainda não tivemos, pela crítica especializada que já conferiu certos longas, nenhum filme ruim que estivesse nas listas inicias de previsão (acredite, tem gente que as fazia uma semana depois dos Oscars). Repare: já tivemos A Árvore da Vida, Melancolia, Meia Noite em Paris, e aqueles que estão correndo por fora, porém são esperados por alguns, como Harry Potter 7.2 e Planeta dos Macacos: A Origem.

      Vindo de derivadas premiações, pudemos saber que outros também têm sido bem avaliados, como A Dangerous Method, The Artist, The Descendents, Shame e O Espião que Sabia Demais. Além disso, os que já estrearam nos Estados Unidos e possuem críticas igualmente positivas, como Moneyball, The Idees of March (Tudo pelo Poder), The Help (Histórias Cruzadas), Drive (vi e amei) e Contagion (Contágio).

      Apenas isso já seria considerado um número grandioso, entretanto temos pela frente War Horse (Cavalo de Guerra), As Aventuras de Tintin - O Segredo do Licorne, My Week with Marilyn, J. Edgar, Hugo, Young Adult, Carnage, The Iron Lady, Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres, We Bought a Zoo e Albert Nobbs.

      Concluindo: o jogo está bom, mas está muito no começo. Muitos aí irão cair, sempre acontece. Lembro de dois anos atrás a surpresa que recebi quando vi que Um Olhar do Paraíso estava sendo massacrado. Claro, fui concordar quando assisti, contudo todos esperavam que ele fosse estar entre os principais. E eu não sei quanto a vocês, porém estou muito ansioso pelo Oscar 2012.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Meus filmes favoritos

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       É fato, todos têm aqueles filmes que consideram como o de suas vidas, aqueles que mostrarão as suas crianças e terão guardadinho num canto especial da sua coleção, e que por diversos motivos se tornaram seus favoritos, podendo tanto ser pelo valor da obra, pela qualidade técnica, por ter assistido com alguém importante ou por ter ajudado em uma época difícil de sua vida. E eu tenho os meus.

      Como me auto considero um amador no cinema, sei que possuo lacunas grandes na minha filmografia, e que portanto essa lista está em constante mudança. Um dos filmes, aliás, eu vi mês passado, e já é tão relevante assim para mim. E após fazer aquela brincadeira do facebook dos 30 dias de filmes (todo mundo deve conhecer, principalmente se gosta de cinema), eu decidi crescer um pouco mais e formular meus 10 prediletos. Porque, combinamos, 30 é demais.

      Mas um pouco da minha história: quando criança, era vidrado nas cinesséries Jurassic Park e Alien, tendo já os visto diversas vezes. Ainda gosto muito deles, porém foram perdendo espaço. Em outra fase, num momento de alta influência de minha mãe, curtia os musicas Grease - Nos Tempos da Brilhantina, Footloose e Dirty Dancing. Também caíram, e hoje apenas avalio o primeiro como um realmente bom longa. Então, entrei no mundo das séries, da qual ainda faço parte. ER, Lost, Dexter e Friday Night Lights logo se tornaram um pequeno vício que apenas aumentou, resultando em medíocres pilotos e séries sem final (Pushing Daisies, Rubicon, Jericho), causando um certo desprezo e cuidado pelo que opto a acompanhar.

      Daí, meu amor pela sétima arte nasceu de verdade.

(Em ordem alfabética):

Amadeus
O Clube dos Cinco
Fitzcarraldo
Forrest Gump
Metrópolis
Psicose
O Silêncio dos Inocentes
Um Sonho de Liberdade
Três Homens em Conflito
A Vida de Brian