No começo desse ano, mais precisamente em março, estreava uma comédia romântica estrelada pela belíssima Natalie Portman e pelo novo Charlie Sheen, Ashton Kutcher, chamada Sexo sem Compromisso. Digo isso, porque ambos filmes possuem o mesmo ponto de partida: é possível ter relações amorosas com uma pessoa sem criar laços afetivos? Porém, enquanto aquele longa era simples e tratava do assunto de forma ingênua, este Amizade Colorida valoriza seus personagens e faz o espectador se importar com eles.
Dylan é um talentoso diretor de arte que, aproximado por uma headhunter, recebe a tentadora proposta de cuidar de uma grande revista em Nova Iorque. Sem conhecer ninguém na cidade, se torna melhor amigo da moça. Frágeis, eles começam a transar diariamente, alegando que nada crescerá entre eles. Justin Timberlake e Mila Kunis têm química e seguram bem a obra. Entretanto, quem rouba a cena são os veteranos Richard Jenkins, Patricia Clarkson e Woody Harrelson.
Apesar de ter sido dirigido no automático por Will Gluck, o roteiro feito por seis mãos possui diálogos afiados, momentos originais e personagens surpreendentemente humanos. Há, ainda, ótimas piadas, em sua maioria apontando os inúmeros clichés do gênero, distorcendo alguns e, infelizmente, copiando outros. Mas contando com um bom elenco e ótimas participações, é um sopro de alívio no decadente histórico atual do gênero. E ainda responde bem a pergunta do primeiro parágrafo. Diferente de seu antecessor.
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sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
O Zelador Animal (Zookeeper, 2011)
Hollywood sempre está na busca de reviver antigos gêneros. Muitos já tiveram sua grande época de ouro. Outros apenas abocanharam alguns sucessos e logo sumiram. Se no primeiro grupo podemos citar os musicais, que há tempos não vê algo decente, no segundo temos os longas de animais, que tiveram seus momentos na década de 90, principalmente com os filmes de Eddie Murphy. Surpreendente ou não, as novas obras desse estilo não empolgam mais. E, aqui, temos um exemplo novo na lista.
Griffin é o zelador de um zoológico que foi recusado um pedido de casamento há cinco anos e nunca se recuperou direito. Com a volta de sua antiga amada, decide correr atrás da garota novamente, dessa vez com a ajuda de seus animais e uma veterinária. Kevin James é um comediante carismático, não tem como negar, mas sua parceira Leslie Bibb é péssima e inexpressiva. Talvez isso tenha contado para a apenas boa Rosario Dawson. E Ken Jeong extrapola mais uma vez na caricatura.
Dirigido mecanicamente por Frank Coraci, o filme possui personagens que mudam de acordo com o roteiro e animais unidimensionais que sempre tem na manga superficiais e toscas lições de moral para o protagonista. É ainda muito previsível, com uma fotografia equivocada e músicas de fundo deslocadas. Só não seria um desastre total se James não fosse tão cativante, já que é sem graça demais. E pior: é bobo para adultos e difícil para crianças. Ou seja, nem público certo tem.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Contra o Tempo (Source Code, 2011)
Uma última tendência de Hollywood tem sido fazer filmes de ação onde os protagonistas agem puramente por amor, se tornando herois para ficar com a pessoa a quem amam, porém não podem por forças maiores e inexplicáveis. Foi assim no recente (e excelente) Os Agentes do Destino, e agora ocorre o mesmo neste também ótimo Contra o Tempo. Infelizmente, ninguém previa que outra tendência seria piorar o longa com um final contraditório e menor, dramaticamente falando.
Colter Stevens é um soldado que acorda dentro de um trem no corpo de um desconhecido. Após oito minutos, o transporte explode e ele acorda dentro de uma cápsula. Informado que está numa complexa missão, coloca tudo a perder para salvar a linda Christina, enquanto procura achar o responsável pelo acidente. Jake Gyllenhaal retrata muito bem a confusão inicial de seu personagem, e realmente passa a impressão que está se apaixonando por Michelle Monaghan, que possui uma ótima química com o companheiro de cena. Já Vera Farmiga e Jeffrey Wright estão muito bem e não fazem feio.
Sendo apenas seu segundo trabalho, Duncan Jones demonstra que Lunar não foi apenas acaso, e que tem talento de sobra. Ajudado por um roteiro intrigante e bem amarrado, narra com eficiência a história. A edição é hábil em conduzir o espectador sem confundí-lo e nunca deixar a tensão cair. Entretanto, como já dito, peca por um final medroso, mas com um lindo plano dentro do trem. É outro longa atual que faz o público pensar. Se eles estão abertos a isso, eu já não sei. Contudo, se não estiverem, estão perdendo uma grande oportunidade.
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Colter Stevens é um soldado que acorda dentro de um trem no corpo de um desconhecido. Após oito minutos, o transporte explode e ele acorda dentro de uma cápsula. Informado que está numa complexa missão, coloca tudo a perder para salvar a linda Christina, enquanto procura achar o responsável pelo acidente. Jake Gyllenhaal retrata muito bem a confusão inicial de seu personagem, e realmente passa a impressão que está se apaixonando por Michelle Monaghan, que possui uma ótima química com o companheiro de cena. Já Vera Farmiga e Jeffrey Wright estão muito bem e não fazem feio.
Sendo apenas seu segundo trabalho, Duncan Jones demonstra que Lunar não foi apenas acaso, e que tem talento de sobra. Ajudado por um roteiro intrigante e bem amarrado, narra com eficiência a história. A edição é hábil em conduzir o espectador sem confundí-lo e nunca deixar a tensão cair. Entretanto, como já dito, peca por um final medroso, mas com um lindo plano dentro do trem. É outro longa atual que faz o público pensar. Se eles estão abertos a isso, eu já não sei. Contudo, se não estiverem, estão perdendo uma grande oportunidade.
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sábado, 27 de agosto de 2011
Minha pausa e filmes
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Rodrigo
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Como vocês puderam notar, me ausentei do blog por um tempo. Um longo tempo, aliás. Isso aconteceu devido a viagens feitas no mês de julho e provas em agosto. Agora, porém, acho que conseguirei voltar as minhas atividades normais. Contudo, são muitos filmes para comentar, portanto dividirei todos em dois ou três grandes posts com pequenos comentários. Desculpem mesmo pelo problema e pela recorrente falta de aviso.
O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer, 2011)
Apesar do batido tema, O Poder e a Lei tem ótimas reviravoltas e mantém a atenção do espectador durante todo o filme. O personagem caiu como uma luva na persona de Matthew McConaughey, em uma de suas melhores interpretações. O elenco de apoio ainda é de grande ajuda, com exceção de Ryan Phillipe, que pouco cresceu desde o início de sua carreira. O diretor só perde a mão nas cenas onde o personagem fica bêbado, porém é perdoável. Uma boa pedida aos fãs do gênero.
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Sobrenatural (Insidious, 2010)
Todas as boas qualidades do filme ocorrem em seu primeiro ato. Quando ainda não apela para os habituais clichés, a obra desenvolve seus personagens e deixa um clima tenso no ar. Contudo, como já disse, se deixa cair nos perigos do terror. E se Rose Byrne constrói uma personagem intrigante, Patrick Wilson é atrapalhado por uma surpresa dispensável do roteiro, que esquece de revelar algumas das principais perguntas. Uma pena, pois parecia acima da média.
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Incêndios (Incendies, 2010)
Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro desse ano, esta obra canadense se revela o segundo melhor longa da lista, perdendo apenas para para Um Mundo Mulher. Com personagens interessantes, uma narrativa densa e uma reviravolta que, mesmo não sendo completamente coerente, serve como um desfecho digno. Lubna Azabal transforma Nawal na alma da obra, enquanto Maxin Gaudette e Mélissa Désormeaux-Poulin ajudam na composição deste ótimo filme.
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Carros 2 (Cars 2, 2011)
A Pixar é dona de um currículo invejoso, incluindo algumas das animações mais extraordinárias da história. Portanto, é no mínimo estranho, que esta sequência tenha feito tantos erros. Apesar de ser bem feita e divertida, as piadas não funcionam, as perseguições são genéricas e a escolha de colocar Mate como protagonista é errada, transformando um alívio cômico numa tortura combinação de gags clichés. Só esperamos que seja um caso isolado, pois ninguém é perfeito.
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Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four, 2011)
Adaptado de um livro medíocre com uma mitologia criativa feito para adolescentes, o filme é, pelo menos, superior ao seu material de origem. Contudo, isso não quer dizer muita coisa. Sem trazer nada de novo, a obra conta com um elenco fraco (nem o excelente Timothy Olyphant coopera), diálogos risíveis e uma direção amadora. As músicas dão um gás a mais, e a história é atraente, mas ambos não são créditos do longa. É a preparação de uma franquia, mas não creio que irá para frente.
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Padre (Priest, 2011)
O tema é bom, o contexto que eles criam é interessante, os efeitos especiais são perfeitos e a fotografia é impecável. Entretanto, tudo isso ocorre por cima de personagens chatos e uma trama maçante. Paul Bettany e Karl Urban estão muito bem, mas Alan Dale e Christopher Plummer são mal usados. Felizmente, dura pouco e as cenas de ação são envolventes. Porém, o gosto amargo de que poderia ser muito melhor permanece por um tempo.
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Brasil Animado (Idem, 2011)
A primeira incursão brasileira no 3D com um longa-metragem se revela uma grande homenagem ao nosso país, mostrando algumas das nossas mais lindas paisagens e principais pontos turísticos. Nem as piadas utilizadas até dizer chega, a previsível reviravolta e a falta de recursos estragam este belo presente do cinema ao Brasil, pois qualquer verdadeiro patriota se sentirá orgulhoso vendo este longa. Já que, acima de tudo, tem alma. E isso basta.
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O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer, 2011)
Apesar do batido tema, O Poder e a Lei tem ótimas reviravoltas e mantém a atenção do espectador durante todo o filme. O personagem caiu como uma luva na persona de Matthew McConaughey, em uma de suas melhores interpretações. O elenco de apoio ainda é de grande ajuda, com exceção de Ryan Phillipe, que pouco cresceu desde o início de sua carreira. O diretor só perde a mão nas cenas onde o personagem fica bêbado, porém é perdoável. Uma boa pedida aos fãs do gênero.
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Sobrenatural (Insidious, 2010)
Todas as boas qualidades do filme ocorrem em seu primeiro ato. Quando ainda não apela para os habituais clichés, a obra desenvolve seus personagens e deixa um clima tenso no ar. Contudo, como já disse, se deixa cair nos perigos do terror. E se Rose Byrne constrói uma personagem intrigante, Patrick Wilson é atrapalhado por uma surpresa dispensável do roteiro, que esquece de revelar algumas das principais perguntas. Uma pena, pois parecia acima da média.
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Incêndios (Incendies, 2010)
Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro desse ano, esta obra canadense se revela o segundo melhor longa da lista, perdendo apenas para para Um Mundo Mulher. Com personagens interessantes, uma narrativa densa e uma reviravolta que, mesmo não sendo completamente coerente, serve como um desfecho digno. Lubna Azabal transforma Nawal na alma da obra, enquanto Maxin Gaudette e Mélissa Désormeaux-Poulin ajudam na composição deste ótimo filme.
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Carros 2 (Cars 2, 2011)
A Pixar é dona de um currículo invejoso, incluindo algumas das animações mais extraordinárias da história. Portanto, é no mínimo estranho, que esta sequência tenha feito tantos erros. Apesar de ser bem feita e divertida, as piadas não funcionam, as perseguições são genéricas e a escolha de colocar Mate como protagonista é errada, transformando um alívio cômico numa tortura combinação de gags clichés. Só esperamos que seja um caso isolado, pois ninguém é perfeito.
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Eu Sou o Número Quatro (I Am Number Four, 2011)
Adaptado de um livro medíocre com uma mitologia criativa feito para adolescentes, o filme é, pelo menos, superior ao seu material de origem. Contudo, isso não quer dizer muita coisa. Sem trazer nada de novo, a obra conta com um elenco fraco (nem o excelente Timothy Olyphant coopera), diálogos risíveis e uma direção amadora. As músicas dão um gás a mais, e a história é atraente, mas ambos não são créditos do longa. É a preparação de uma franquia, mas não creio que irá para frente.
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Padre (Priest, 2011)
O tema é bom, o contexto que eles criam é interessante, os efeitos especiais são perfeitos e a fotografia é impecável. Entretanto, tudo isso ocorre por cima de personagens chatos e uma trama maçante. Paul Bettany e Karl Urban estão muito bem, mas Alan Dale e Christopher Plummer são mal usados. Felizmente, dura pouco e as cenas de ação são envolventes. Porém, o gosto amargo de que poderia ser muito melhor permanece por um tempo.
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Brasil Animado (Idem, 2011)
A primeira incursão brasileira no 3D com um longa-metragem se revela uma grande homenagem ao nosso país, mostrando algumas das nossas mais lindas paisagens e principais pontos turísticos. Nem as piadas utilizadas até dizer chega, a previsível reviravolta e a falta de recursos estragam este belo presente do cinema ao Brasil, pois qualquer verdadeiro patriota se sentirá orgulhoso vendo este longa. Já que, acima de tudo, tem alma. E isso basta.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, 2011)
De vez em quando, nossa vida parece só encontrar algum sentido quando conhecemos a pessoa de nossos sonhos. Uma simples olhada dela e nosso mundo já fica mais colorido. Porém, e se forças superiores estivessem tentando nos separa, você faria de tudo para tê-la de novo? Olha, pode até soar absurdo, mas é exatamente disso que o filme fala. Contudo, não se enganem. Pois quando feito de uma boa forma, até a ideia mais louca pode dá certo. Vide Charlie Kaufman. Ou este novo longa romântico de ação.
David Norris é um candidato a senador que, diante de uma inesperada derrota, esbarra com Elise, uma bela mulher, no banheiro masculino. Após um mês sem se verem, os dois se reencontram. Entretanto, ele é logo avisado por estranhos homens que não podem continuar juntos. Com poucas cenas para desenvolverem o relacionamento de seus personagens, Matt Damon e Emily Blunt possuem grande química e não desperdiçam a chance de nos convencer, sendo ajudados por seguras atuações de Terence Stamp e Michael Kelly.
Hábil ao passar uma forte imagem de solidão no protagonista, o estreante George Nolfi ainda consegue fazer excelentes cenas de perseguição. O roteiro, baseado num conto de Philip K. Dick, cria misteriosas perguntas, e as responde de forma inteligente e coesa, porém deixando algumas conscientemente para o espectador desvendar por conta própria (e isso pode passar desde alienígenas a Deus). Infelizmente, termina a obra de forma covarde e abrupta, jogando fora muito do que havíamos visto. Se os cinco minutos finais fossem mudados, aposto que seria considerado uma obra-prima contemporânea. Portanto, um longa acima da média. Com o destaque de ser original e empolgante.
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David Norris é um candidato a senador que, diante de uma inesperada derrota, esbarra com Elise, uma bela mulher, no banheiro masculino. Após um mês sem se verem, os dois se reencontram. Entretanto, ele é logo avisado por estranhos homens que não podem continuar juntos. Com poucas cenas para desenvolverem o relacionamento de seus personagens, Matt Damon e Emily Blunt possuem grande química e não desperdiçam a chance de nos convencer, sendo ajudados por seguras atuações de Terence Stamp e Michael Kelly.
Hábil ao passar uma forte imagem de solidão no protagonista, o estreante George Nolfi ainda consegue fazer excelentes cenas de perseguição. O roteiro, baseado num conto de Philip K. Dick, cria misteriosas perguntas, e as responde de forma inteligente e coesa, porém deixando algumas conscientemente para o espectador desvendar por conta própria (e isso pode passar desde alienígenas a Deus). Infelizmente, termina a obra de forma covarde e abrupta, jogando fora muito do que havíamos visto. Se os cinco minutos finais fossem mudados, aposto que seria considerado uma obra-prima contemporânea. Portanto, um longa acima da média. Com o destaque de ser original e empolgante.
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terça-feira, 12 de julho de 2011
X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011)
Em 2000, o primeiro X-Men revolucionou o cinema ao adaptar uma história em quadrinhos de forma genuinamente boa. Antes dele, poucos haviam conseguido. Portanto, uma continuação era uma questão de tempo. Tanto que três anos depois, X-Men 2 foi criado, e acabou ficando melhor que o original. Para completar a trilogia, fizeram O Confronto Final, levemente inferior, porém longe de ruim. Contudo, quiseram dinheiro demais e o longa medíocre de Wolverine nasceu. Felizmente, eles colocaram a cinessérie de volta aos trilhos com este novo episódio. E me arrisco a dizer, que é o superior dos cinco.
Charles é um exímio professor de genética que descobre que seus poderes não são privilégios apenas seus, e decide montar um grupo de mutantes para combater o malvado Shaw. Em seu grupo, participam Eric, Raven e Hank, os futuros Magneto, Mística, Fera, entre outros. James McAvoy está ótimo como o líder, entretanto, a obra é de Michael Fassbender, numa atuação visceral. Kevin Bacon faz a melhor interpretação de sua carreira, enquanto Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult provam novamente que realmente sabem atuar. Já January Jones se limita ser bonita.
Assumindo a direção, Matthew Vaughn faz um trabalho maravilhoso, sendo a melhor escolha que poderiam ter feito. O roteiro nos mantém presos na cadeira, e ainda fecha as pontas soltas com imprevisíveis reviravoltas, além de colocar a trama num evento que aconteceu de verdade, dando veracidade a tudo. Mas principalmente, desenvolve os personagens A direção de arte cria cenários lindos e a trilha sonora é eficaz mesmo não tendo composições muito originais. Contando com cenas de ação envolventes (ao contrário do longa anterior), o filme ressalta o poder dessa série no cinema. Que venham as continuações, pois elas vão existir.
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Charles é um exímio professor de genética que descobre que seus poderes não são privilégios apenas seus, e decide montar um grupo de mutantes para combater o malvado Shaw. Em seu grupo, participam Eric, Raven e Hank, os futuros Magneto, Mística, Fera, entre outros. James McAvoy está ótimo como o líder, entretanto, a obra é de Michael Fassbender, numa atuação visceral. Kevin Bacon faz a melhor interpretação de sua carreira, enquanto Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult provam novamente que realmente sabem atuar. Já January Jones se limita ser bonita.
Assumindo a direção, Matthew Vaughn faz um trabalho maravilhoso, sendo a melhor escolha que poderiam ter feito. O roteiro nos mantém presos na cadeira, e ainda fecha as pontas soltas com imprevisíveis reviravoltas, além de colocar a trama num evento que aconteceu de verdade, dando veracidade a tudo. Mas principalmente, desenvolve os personagens A direção de arte cria cenários lindos e a trilha sonora é eficaz mesmo não tendo composições muito originais. Contando com cenas de ação envolventes (ao contrário do longa anterior), o filme ressalta o poder dessa série no cinema. Que venham as continuações, pois elas vão existir.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Namorados Para Sempre (Blue Valentine, 2010)
Em um diálogo do filme, o protagonista faz um monólogo alegando que homens são mais românticos, pois eles seguem o coração, enquanto as mulheres põem acima de tudo, a estabilidade econômica e social que os maridos podem trazer. Relacionamentos começam e acabam tão rápido, que certas pessoas nem permanecem no fundo. Outros, duram até demais. E mesmo que um não aceite, o parceiro já seguiu em frente. Frases e reflexões como estas diferem o longa, tanto em seu conteúdo, quanto em seu realismo, tornando a obra uma das melhores peças de arte que o cinema proporcionou este ano.
Dean e Cindy são um casal que perderam o interesse um pelo outro. Para tentar reaver sua paixão, decidem passar uma noite sozinhos num motel, sem os filhos. Porém, o plano dá errado, e eles relembram como se conheceram e dos tempos onde o amor entre eles ainda existia. Ryan Gosling interpreta intensamente Dean, mudando de humor facilmente, sem nunca perder o carinho por Cindy, que vivida pela Michelle Williams, é uma mulher calma que sabe esconder seus reais sentimentos. Juntos, carregam o filme e contém ótima química.
O novato Derek Cianfrance faz uma estreia impecável. Além de ter roteirizado (com o apoio de duas pessoas) de forma delicada e franca, ainda dirigiu com uma calma e sutileza invejável. A fotografia emprega bem os tons melancólicos da situação, e a edição usa coerentemente o vai-e-vem da história, sem nunca transparecer erros e confusão no espectador. Acima de tudo, um filme verdadeiro e corajoso. Os olhares dos personagens dizem isso. São humanos. Abertos a equívocos, e tentados pelo maior. E poucas vezes já conseguiram isso de maneira tão natural.
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Dean e Cindy são um casal que perderam o interesse um pelo outro. Para tentar reaver sua paixão, decidem passar uma noite sozinhos num motel, sem os filhos. Porém, o plano dá errado, e eles relembram como se conheceram e dos tempos onde o amor entre eles ainda existia. Ryan Gosling interpreta intensamente Dean, mudando de humor facilmente, sem nunca perder o carinho por Cindy, que vivida pela Michelle Williams, é uma mulher calma que sabe esconder seus reais sentimentos. Juntos, carregam o filme e contém ótima química.
O novato Derek Cianfrance faz uma estreia impecável. Além de ter roteirizado (com o apoio de duas pessoas) de forma delicada e franca, ainda dirigiu com uma calma e sutileza invejável. A fotografia emprega bem os tons melancólicos da situação, e a edição usa coerentemente o vai-e-vem da história, sem nunca transparecer erros e confusão no espectador. Acima de tudo, um filme verdadeiro e corajoso. Os olhares dos personagens dizem isso. São humanos. Abertos a equívocos, e tentados pelo maior. E poucas vezes já conseguiram isso de maneira tão natural.
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